terça-feira, agosto 19, 2014

Despedida.

Semana que vem é a minha última semana no fundamental II lá na escola. Pedi para sair porque já que eu vou embora não vejo muitos motivos para me esforçar tanto, ao fazer o que eu não gosto.
Estou aqui para escrever algo para os meus alunos. Algo bom, bonito, que os incentive a fazer aquilo que estou fazendo: ser livre, sem medo de errar.

Tem gente que leva a vida achando que foi feito para sofrer. Sabe essas pessoas que aceitam prontamente uma situação ruim e desconfortável por anos e se limitam a dizer: "a vida é assim"?
Então, sempre fui o contrário disso. Quando todos diziam "Bruna, não pula daí!", eu pulava... e mesmo ralando os joelhos, arranjava um jeito de me divertir... fazendo piadas sobre isso, por exemplo.
Um dia eu acordei com vontade de ir embora. É normal as pessoas acordarem assim, mas não é normal a pessoa realmente ir! (rs) Não para fugir, mas para encontrar algo novo, vida nova, recomeçar...
Eu fui! E sabe, gostei de muito do que encontrei. Tive medos terríveis, pensei em desistir porque é a opção mais fácil, mas continuei a tentar.
Foram as experiências mais importantes que eu já tive. Tantos pessoais como profissionais.
Mas como sempre eu quero ter mais! Eu quero ser mais! E resolvi voltar para trás, mas não como antes. Voltar para trás, mas para um novo futuro. Com uma nova casa, uma nova vida e um novo emprego.
Sou e serei sempre grata a todos que me ajudaram aqui. Mas algumas pessoas tentaram me convencer a não fazer isso, a não me arriscar e o único argumento que tinham era "você já tem tudo aqui". Ou seja, as pessoas tem MEDO de arriscar. Medo de recomeçar uma vida nova e usam a desculpa de que são velhos demais, de que têm responsabilidades demais... mas eu só enxergo medo. Porque no meu ponto de vista, tudo o que se planeja, sai bem feitinho. Então se arriscar não significa ir só com a cara e com a coragem!
Eu desenvolvi umas técnicas para isso! (rs) Decidi organizar um planejamento que consiste em estipular um prazo para ser e fazer certas coisas. Por exemplo, não estou feliz nesse lugar, o que tenho que fazer para sair daqui sem sofrer. Faço contas, guardo dinheiro, crio a oportunidade e vou.
Não vou dizer que a sensação é completamente de liberdade, porque nós planejamos as coisas para serem duradouras e nem sempre elas são, mas não posso negar essa condição que nasci: eu não gosto de rotina! Eu gosto de descobrir o n o v o. Em tudo! Cabelo novo, roupa novas, músicas novas... poemas novos e vida nova.
Bom, com essa retórica grande e tão cheias de "eu", tenho o objetivo de deixar apenas duas frases para se refletir:
- Vale a pena ser assim como você é, estar onde você está, fazendo isso que está fazendo agora?
- Nunca deixe ninguém dizer que você não deve fazer algo, se essa pessoa utilizar o medo como argumento. Você pode mais do que você imagina. Sempre. E não porque estou dizendo, mas porque ninguém foi feito para sofrer para sempre. Porque se fosse isso, Deus seria ruim e ele não é.

DESDE SEMPRE

Mesmo que eu seja só um pontinho no mundo
Quero fazer alguma coisa diferente
Sei que é um pensamento profundo
Mas é preciso criar metas pra gente
Sair, voltar, permanecer
Uma hora você vai ter que escolher
O que não pode acontecer
É você de seus ideais e princípios se esquecer
Tem tantas coisas para serem vividas
Não é possível que não tenha nada de bom
As vezes as pessoas que pela vida foram iludidas
Ficam irritando a gente com o som
O som da indiferença, da angústia ou da falsa felicidade
Mas os anos passam rápidos depois dos vinte
E você descobre sozinho a realidade
Sem ninguém te dizer, te irritar, te aborrecer
Seja satisfeito com quem você é
E terá lições para aprender até!
Solte suas asas, e faça o que quiser
Mas sem exagerar e querer ser aquilo que não dá pé
Quando passar dos quarenta entenderá
Que as coisas têm seu lugar
E que aquelas pessoas nem sempre queriam te irritar
Mas sim, para a vida, te preparar!
Boa sorte!!!
Que a vida seja doce para você
E que a bondade que em si vê
Seja realidade para aquele que em você crê DESDE SEMPRE.

Bruna Vançan de Rezende